quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
O lixo reciclado, o segurança, os bons e os maus hábitos.
Imagine a seguinte situação : a empresa para a qual você trabalha identificou que vai ser muito bom para a imagem, participar de uma forma mais ativa da vida da comunidade e para começar, decidiu utilizar a estrutura que já existe para melhorar a coleta seletiva do lixo. Para tal desenvolveu um projeto, colocou um nome “legal”, instalou coletores para lixo reciclável em áreas externas de fácil acesso e iniciou uma campanha de conscientização, com panfletos e palestras nos condomínios vizinhos e nas associações do bairro.
A comunidade comprou a idéia, passou a separar o lixo e levar para os locais de coleta seletiva da empresa.
Passado algum tempo, digamos meses, você está chegando ao trabalho e se depara com o segurança “batendo boca” com uma senhora, que insiste em dizer para um “ser” que insiste em dizer que os coletores são de uso exclusivo da empresa e que as pessoas que não são da empresa não podem depositar seu lixo naquele local, que sempre coloca o lixo ali .
O que você faria?
Parece episódio de programa humorístico ?
Bom, isto infelizmente é um caso real, aconteceu em um dos meus clientes. A pessoa que presenciou a discussão autorizou a senhora a depositar o lixo e ao questionar o segurança, que não era novo na empresa, ouviu a frase: “Eu não estou sabendo nada disto”, para esclarecer melhor questionou-se o chefe da segurança que surpreendentemente, mas nem tão surpreendentemente assim disse a seguinte e original frase: “Eu não estou sabendo nada disto”, isto ouvido e assimilado o caso foi levado até as pessoas responsáveis pelo projeto com nome “legal”, para que eles tomassem as devidas providencias, que seriam uma nova campanha de conscientização dentro da empresa, iniciando-se pelos seguranças. Mas sabe-se lá quantas pessoas os seguranças já impediram de colocar seu lixo e o quanto esta noticia se espalhou pela comunidade.
Isto me faz lembrar uma velha campanha publicitária que dizia: “não basta ser pai, tem que participar”, pois é, não basta criar um bom projeto com uma boa divulgação inicial e um nome “legal”, é lógico que isto é um começo, mas tem que continuar, tem que reciclar não só o lixo, mas os projetos, as idéias.
Se não................
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Qual será o objetivo da língua?
Embora a pergunta se refira a uma questão de comunicação e tenha sido feita durante uma conversa sobre os erros de português e até que ponto deveríamos ou não exigir correção no uso da língua, se é que haja, além do professor Pasquale e mais uma meia dúzia, quem possa exigir qualquer coisa com relação a correta utilização da língua! Opa, to fugindo do assunto, pois é, a utilização da língua, afinal para que serve a língua?
Se a língua enquanto tal for a tal da língua portuguesa, ela pode servir para varias coisas, por exemplo:
- comunicação simples: falar ou escrever algo de forma que o ouvinte ou leitor entenda algo completamente diferente do que se desejava transmitir.
-comunicação simplificada: emitir sons como estalos quando se acha algo muito gostoso, ou os famosos “ti ti ti” que emitimos colocando a língua no céu da boca quando alguém faz algo de que não gostamos.
- comunicação complexa : falar ou escrever algo de forma que o ouvinte ou leitor fique muito impressionado com as palavras escolhidas para tal, embora não saiba direito o que se desejava transmitir. Muitas vezes esta comunicação é utilizada quando não sabemos o que transmitir, mas queremos causar uma impressão, seja ela boa ou má.
- comunicação complicada: falar ou escrever algo sobre o que não pode haver duvidas de forma que o ouvinte ou leitor, após muita analise, não entenda absolutamente nada, esta é muito usada por advogados e técnicos em geral.
* É lógico que existem outras formas de comunicação, mas como meu objetivo aqui não é desvendar estes mistérios vamos continuar falando de língua !
Vamos dizer que a língua enquanto tal seja a tal língua que se usa para degustar alimentos, bom , acho que agora fica fácil, ou não, mas vamos tentar . Ela serve não só para sentir o salgado, doce, azedo, ardido, amargo dos alimentos como também para empurrar o dito alimento na direção dos dentes enquanto mastigamos e para ajudar na hora de engolir, se utilizada de forma adequada, ela pode ampliar de forma significativa o prazer de se degustar por exemplo um sorvete de casquinha.
É lógico que se pensarmos na língua apenas como uma parte do corpo, com alguma imaginação, e até sem muita imaginação, dá para pensar em muitas outras coisas para as quais a língua poderia servir, mas não vou entrar neste assunto agora, por que não quero escrever um livro e pode ter criança lendo, isto é apenas para ser um texto pequeno e fácil de não entender.
E só para finalizar algo que não passou do começo, a língua pode ser utilizada para classificar algumas classes de individuo, como por exemplo os linguarudos e os língua solta, não vou falar sobre os língua preza para não entrar em política !

